quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"BURRA", novo espetáculo da Alysson Amancio Cia de Dança estréia no TEATRO DO SESC dia 13 de Agosto de 2010


"Nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida."
José Saramago


O espetáculo de dança contemporânea “Burra (Não é nada disso que você está pensando)” fala do nosso posicionamento como indivíduos perante o coletivo, ou somos manipuladores ou somos manipulados. Não basta abrir os olhos, precisamos saber abrir a boca, os ouvidos, a mente e todos os poros. Se não caminhamos e decidimos os nossos próximos passos inevitavelmente seremos empurrados e atropelados.
A inteligência é descobrir a sua própria trajetória, os seus parceiros, as suas afinidades e construir gradativamente o seu discurso, sem nenhum receio de estar indo contra ou a favor da grande massa. Ser inteligente é buscar a harmonia, saber equilibrar as alegrias e as tristezas, a família, o trabalho, as obrigações e o lazer.
Sabedoria é enxergar o imenso valor das grandes e das pequenas coisas e fazer disso cotidianamente os nossos milagres.


Alysson Amancio




Ficha Técnica


Direção, concepção e Coreografia: Alysson Amancio
Dramaturgia: Jussyanne Emidio e Alysson Amancio
Interpretes- criadores: Alyne Souza, Adriano Modesto,
Barbara Feitosa, Edival Bezerra, João Batista,
Jussyanne Emidio, Luciana Araujo, Kelyenne Maia,
Rosilene Diniz e Socorro Santos.
Assessoria teatral: Duilio Cunha
Figurino: Ariane Morais
Iluminação: Fabio Oliveira
Fotos Divulgação: Diego Linard
Maquiagem para fotos: Malan Amaro
Maquiagem temporada: Fernando Crispim
Web designer: Alexandre Fox
Coord. de Produção: Inspiração, gestão da cultura
Produção: Jota Junior e Luciany Maria
Assistente de Produção: Luiza Lubeck

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Alysson Amancio Companhia de dança participa do IV festival de Dança Litoral Oeste




A Alysson Amancio Companhia de Dança apresenta o Espetáculo "BR 116" no IV Festival de Dança Litoral Oeste que acontece nos dias 22 a 24 de Julho de 2010 nas cidades Itapipoca, Trairi e Paracuru no Ceará. Todas as ações, oficinas e espetáculos gratuitos num processo de fomento e desenvolvimento da dança no interior cearense.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pensando o Corpo nos ultimos dias de um Processo de Montagem




Olá Pessoas,
Estou trabalhando com Companhia de dança desde dezembro de 2009 o processo de pesquisa e montagem do novo espetáculo "Burra (Não é nada disso que você está pensando)" que irá estreiar dia 13 de Agosto de 2010 no Teatro Patativa do Assaré no SESC Juazeiro do Norte. Esta semana escrevi uma carta para todos os bailarinos que compoe o elenco e resolvi compartilhar com vocês nesse blog.
abraços.



Caros colegas, amigos e queridos artistas,



Estamos a 01 mês de estréia do nosso novo espetáculo da Companhia, “Burra (Não é nada disso que você está pensando)” , é um prazo extremamente curto, se pararmos pra pensar que não estar tudo pronto, embora já esteja tudo encaminhado.

Na verdade, eu acredito que em si tratando de arte, sobretudo as artes cênicas nunca estará realmente pronto, será sempre um processo.

E é exatamente isso que eu gostaria de salientar nessa carta, estamos no meio de um processo muito importante, que é o acabamento, a etapa final antes da primeira mostra desse resultado.

Precisamos refletir cotidianamente e perceber que estamos em um outro estágio de trabalho. Agora é o tempo da generosidade.

Generosidade com a obra, com os colegas, com o momento e principalmente com você mesmo. Existe o coletivo, e existe o individual. Ambos caminham juntos e nutrem um ao outro.

É uma equipe grande são 10 bailarinos, 01 coreógrafo, 03 produtores, 01 fotografo, 02 maquiadores, 01 iluminador, 01 operador de luz, 01 figurinista, 01 diretor da cena teatral, 01 web designer, equipe de confecção de material gráfico, equipe técnica do teatro, entre outros.

Trabalhar com muita gente, é muito difícil, pois cada ser humano é um universo distinto e carrega consigo suas próprias energias.

Precisamos nos conscientizar que cada palavra, cada olhar, cada passo mesmo partindo do individual deve ser pensado no coletivo. A arte e especialmente a dança e o teatro, nossas linguagens de trabalho, são muito maiores que o nosso ego, o nosso mau-humor e a nossa indisposição.

A vida é feita de escolhas e nada acontece por acaso se você decidiu estar aqui, aproveite cada segundo desse aprendizado e faço o seu melhor. Lembre-se que este momento é único e embora possa haver milhões de outras estréias na sua vida, nenhuma outra será igual a essa.

O momento é de cuidado e de amor. Cuide de você, da sua alimentação, da sua saúde, do seu corpo (corpo e mente), não desgaste sua energia com trabalhos paralelos que não necessitem tanto do seu foco no momento, cuide do outro.

Evitem bronzeados, comer bobagens, diminuam os cigarros e as bebidas alcoólicas. Evitem outras atividades físicas ou qualquer coisa que comprometa o seu rendimento no novo espetáculo.

A partir de hoje eu estarei ensaiando todos os dias, de segunda a domingo, com exceção da semana que estaremos em temporada no IV Festival Litoral Oeste. Na semana, será segunda, quarta e sexta das 19 h ás 21 h. terças e quintas das 19 h ás 21:30. sábados de 9:00 ás 12:00 e domingos de 10:00 ás 12:00. Os bailarinos que tiverem problemas com os dias não previstos por favor avisar com antecedência.

Cada pessoa que estar do meu lado, é uma escolha minha e me interessa profundamente artisticamente. Acredito realmente no potencial de cada um, e não me interessa trabalhar com artistas medíocres e estagnados. Embora cada um de vocês estejam em um estagio profissional, todos são muito bonitos e talentosos, se não, não estariam trabalhando comigo. Espero que essas palavras sejam escutadas, e que nós possamos abrir os olhos para as nossas deficiências.

E desejo sinceramente não me decepcionar e que eu possa ter o privilegio de ter outras estréias com vocês do meu lado e que também você tenham o privilegio individual de permanecer nesse coletivo.



Juazeiro do norte, 13 de julho de 2010



Alysson Amâncio





"Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Politicas publicas é direito nosso, falta só cumprirem os deveres.



No sábado dia 19 de Junho de 2010 a Cia que eu dirijo Alysson Amancio Cia de dança foi convidada a se apresentar na Cidade de Araripe. CE. E a participação nesse evento me fez refleti sobre ações importantes e algumas inércias dos Governos Municipais.
O Cariri é uma região sul do Ceará composta por mais de 30 cidades, todas próximas, e lamentavelmente, eu e acredito que a maioria dos Caririenses não circula e muitas vezes nem conhece todas as cidades que compõe esse corpo e muito menos os artistas que produzem a arte local. Limitamos-nos ao eixo central das cidades Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha e acabamos perdendo a possibilidade de estar perto de pessoas e artistas tão especiais que estão do nosso lado e nós nos vemos tão distantes.
O Convite para dançar o “BR 116” em Araripe foi feito pela Gestora Cultural Hélida Correia. Com direito a toda uma estrutura que é básica mais que poucos proponentes oferecem que é cachê, transporte, alimentação e hospedagem. A cidade de Araripe nos recebeu com um carinho, gentileza e cuidado que nos deixaram todos muito felizes. O Teatro municipal Governador Miguel Arraes foi recentemente inaugurado, tem apenas 08 meses, possui uma estrutura boa e oferece para a população espetáculos cênicos gratuitos todos os fins de semana.
O que me deixou mais surpreso e feliz é que essa iniciativa de construção do teatro e a política cultural atuante foram e são toda viabilizada pela prefeitura municipal de Araripe através do Exmo Senhor Prefeito Doutor Germano junto com sua equipe da secretaria de educação e cultura, eles acreditaram nesse projeto de formação de platéia e fortalecem semanalmente a arte, a cultura, a educação, criando mercado de trabalho para os artistas e técnicos, estimulando a circulação dos espetáculos e formando futuros apreciadores da arte
Antes da apresentação eu ministrei uma oficina de dança contemporânea para a comunidade de Araripe. O “BR 116” foi o primeiro espetáculo de dança convidado do Projeto e a maioria do publico presente nunca tinham visto um espetáculo de dança. Foi Lindo ver tantos olhos brilhando e ter tantos abraços e comentários calorosos no camarim pós espetáculo.
Dessa forma acho que é importante citar os nomes dos Governantes e Gestores culturais como fiz do Sr. Germano e da Sra. Hélida Correia pois nos interiores do Nordeste são raros os prefeitos e Secretários que realmente articulam projetos culturais para a cidade, que sensivelmente percebem que a Arte não é luxo, e sim uma necessidade básica. Todo ser humano precisa ter acesso à música, teatro, dança e artes plásticas, da mesma que forma que precisa ter segurança, alimentação, saneamento básico, etc.
Em Juazeiro do Norte, por exemplo, minha cidade natal e onde eu resido atualmente, é a segunda maior cidade do estado após a capital do estado Fortaleza e o Senhor Prefeito Manoel Santana e Secretária da Cultura Municipal a Sra. Glória Tavares não tem nenhum projeto atuante e notável para as artes e mais especificamente para o Teatro e Dança local.
Sei também que a culpa é minha, da minha companhia de dança e de todos artistas da cidade de Juazeiro do Norte que não tomam um posicionamento de cobrar essas políticas publicas. Pois o Plano Nacional de Cultura destina verbas especificas pra todas as linguagens artísticas. Pena que em Juazeiro do Norte, cultura é sinônimo de “Juá Forró”.
Enfim... Sigamos. Viva Araripe e Viva o Cariri.
Um dia gente muda,
a gente circula,
a gente se conhece,
a gente constrói
e a gente cresce.

Alysson Amancio

sábado, 29 de maio de 2010

Somos todos Assimétricos




Convidado por uma amiga, Dani Queiróz, que trabalha na Instituição, fui quinta-feira passada dia 27/05/2010 ser jurado da Mostra de Artes competitiva das APAES regionais que aconteceu no Teatro Patativa do Assaré no SESC de Juazeiro do Norte. Na verdade todo o meu conhecimento dessa tão famosa instituição se resumia praticamente ao significado da sua sigla Associação de Pais e Amigos de excepcionais.
Ao longo da minha vida toda acabei criando certa aversão a competições, sobretudo quando se diz respeito às artes. Pois quem pode afirmar com convicção de que aquela dança, aquela apresentação foi melhor que a outra, a parti de que critérios, e qual é a reação de um artista ao ser apontado como executor de uma apresentação que fica em ultimo lugar, por exemplo... Enfim, para mim competição combina com esporte. É outra “vibe”!
Pois bem, resolvi aceitar o convite da Instituição, e fui ser jurado para o meu deleite, privilegio e felicidade. Foi uma feliz e fabulosa surpresa ter participado desse evento. Em momento algum senti a sensação deplorável que existe nos festivais que são competitivos no mundo da dança. Muito pelo contrario, o teatro completamente lotado e todo mundo, todas as cidades concorrentes que ali se encontravam pareciam torcer por todo mundo.
O vencedor da competição das APAES Regional irá disputar com as APAES estaduais e de lá as vencedoras irão para Santa Catarina, é óbvio que todas queriam ganhar, mas o melhor de tudo era que ficava bem nítido que isso não era o mais importante do evento. Cada pai, cada professor, cada coordenador, cada espectador daquele teatro estava sinceramente alegre pelo fato deles estarem ali, subir naquele palco, tocar, cantar, recitar e dançar aquilo já era uma grande e linda vitória.
Todavia o fato desses artistas da APAE terem uma deficiência intelectual, na minha opinião, não desmereceu em nenhum momento o trabalho artístico, muito pelo contrario eles mostraram virtuosidades técnicas que muitas pessoas e artistas ditos “normais” não conseguem fazer.
Em muitos momentos das apresentações fiquei completamente arrepiado, em outros tive vontade de chorar e outros de ri. Sensações mágicas que as artes cênicas proporcionam e que há bastante tempo eu não me permitia ao assistir um espetáculo, por estar sempre com um olhar critico, analisador das qualidades e defeitos daquela concepção cênica.
Sair do teatro refletindo sobre essa sensação, será que já criamos pensando no que agrada, será que temos que agradar? Será que não podemos ser mais humanos na vida e também na Arte? Será que não deve nos permitir a imperfeição e perceber que a beleza estar realmente na assimetria, afinal todos nós, brancos, negros, ricos ou pobres, sem nenhuma exceção, somos todos assimétricos.
O Belo é a verdade. Não importa se essa verdade esteja ou não nos padrões da sociedade. E acima de tudo precisamos respeitar a beleza do outro. Respeitar as diferenças dos outros é o melhor caminho para a humanidade, seja no intelecto, na cor, na classe social , no sexo, ou nas artes.
Parabéns a todos da APAE que corajosamente contribuem dia-a-dia para a construção dessa “sociedade mais justa e igualitária”.

Alysson Amancio

segunda-feira, 10 de maio de 2010

EU SOU ARTISTA. SERÁ?


EU SOU ARTISTA. SERÁ?

Essa semana de 03 a 08 de Maio de 2010, a Região do Cariri foi realmente presenteada no que se refere a trabalhos de corpo. Só do meu pequeno e restrito conhecimento eram 05 oficinas todas gratuitas e com profissionais extremamente qualificados e renomados no Brasil e internacionalmente como é o Caso do Carlos Simione, Co fundador do Lume Grupo de Teatro da Universidade de Campinas. SP.
Quando falo do meu restrito conhecimento me refiro a real impossibilidade de estar a cerca de tudo o que acontece no Cariri, são muitas áreas, muitas linguagens, muitas instituições e equipamentos que estão ativos e preocupados nessa gestão cultural.
Estamos em um momento verdadeiramente privilegiado na nossa região. São varias iniciativas de capacitação, informação e formação para crianças, jovens e adultos. Entretanto lamentavelmente as pessoas no Cariri, e principalmente das três principais cidades Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha onde acontece a maioria dos eventos, ainda não valorizam e nem aproveitam o momento efervescente como deveriam. Essa inércia, ausência e muitas vezes descaso com as ações culturais me assustam profundamente. E diferem completamente das minhas experiências de vida.
Quando eu era adolescente em meados da década de noventa no século passado (rsrrs) aqui no Juazeiro do Norte nós aspirantes a artistas não tínhamos nada, todas as políticas públicas e iniciativas privadas eram acontecimentos raríssimos. Os artistas trabalhavam totalmente de forma intuitiva, não havia nenhum Centro Cultural, nenhum Teatro, nenhuma instituição, nenhum curso superior de artes, não havia tantos projetos e oficinas gratuitas. E quando havia algo era uma festa, uma briga, não sobravam vagas.
Na primeira década do século XXI quando eu já morava na Capital do Estado Fortaleza e posteriormente quatro anos na cidade do Rio de Janeiro, todas as pessoas que eu tinha contato, tinham fome de informação, eram completamente conscientes que esse processo de formação e capacitação é constante e fundamental na vida de qualquer profissional, no Sudeste especialmente todo curso, aula, oficinas, tudo é muito caro, em 2006, ultimo ano que morei no Rio, duas aulas de dança por semana no TEX Studio de Dança eram naquela época R$ 280,00 por mês. Não sei qual o preço atual. Informação vale ouro, o conhecimento é seu e ninguém toma, todo ser humano vale pelo que sabe. E as pessoas nos grandes centros têm isso muito claro nas suas cabeças.
É deprimente ver a Associação Dança Cariri promover 02 palestras no Evento da Semana D da Dança no Centro Cultural Banco do Nordeste com Profissionais imensamente gabaritados e termos um publico de menos de 10 % da capacidade do Teatro. É triste o Projeto de Extensão em Teatro da Escola de Artes Violeta Arraes Gervaiseau promover um Curso de Corpo e voz para professores de artes e afins e ter 04 pessoas no 1º dia de aula.
É estarrecedor ver os espetáculos locais e de fora com a platéia repleta de assentos vagos. Debates, seminários, exposições e galerias de arte com publico ínfimo.
Sei bem que a formação cultural na sociedade é um processo lento, que educação e cultura nunca foram prioridade para os políticos brasileiros, e que comparando com outros interiores do nosso pais o Cariri está muito bem obrigado.
Mas não acho que devemos nos nivelar com os que estão abaixo de nós, e sim com os que estão acima.
Vejo muitas pessoas, jovens, meninos e meninas caririenses circulando se intitulando como atores, atrizes, bailarinos, coreógrafos, artistas plásticos, dramaturgos. Pois bem dizer que é artista, é muito fácil. Ser artista meu caro é completamente diferente.
O artista é um ser pensante, preocupado com o mundo e com todas as questões do seu momento presente. Não podemos chamar de artista alguém alienado, limitado, colonizado e que não esteja completamente inteirado com o planeta.
O verdadeiro artista não é aquele que busca apenas o foco de luz no palco italiano, e sim aquele que conversa que olha no olho, que sabe da sua insignificância, mas mesmo assim não se acostuma com a imensidão de lixo jogado pelas ruas da cidade de Juazeiro do Norte. Ceará.

Foto: Carlos Simioni Foto: Tina Coelho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Associação Dança Cariri promove Oficina gratuita de Dança Contemporânea



A Associação Dança cariri
através do Projeto "Capacitando e Dançando a Cena do Cariri"
promove Oficina gratuita de
"Tecnica de dança Contemporânea - Tecnica aliada a um pensamento pedagógico"
com a Professora e Coreografa Carioca
Esther Weitzman.