segunda-feira, 28 de junho de 2010

Politicas publicas é direito nosso, falta só cumprirem os deveres.



No sábado dia 19 de Junho de 2010 a Cia que eu dirijo Alysson Amancio Cia de dança foi convidada a se apresentar na Cidade de Araripe. CE. E a participação nesse evento me fez refleti sobre ações importantes e algumas inércias dos Governos Municipais.
O Cariri é uma região sul do Ceará composta por mais de 30 cidades, todas próximas, e lamentavelmente, eu e acredito que a maioria dos Caririenses não circula e muitas vezes nem conhece todas as cidades que compõe esse corpo e muito menos os artistas que produzem a arte local. Limitamos-nos ao eixo central das cidades Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha e acabamos perdendo a possibilidade de estar perto de pessoas e artistas tão especiais que estão do nosso lado e nós nos vemos tão distantes.
O Convite para dançar o “BR 116” em Araripe foi feito pela Gestora Cultural Hélida Correia. Com direito a toda uma estrutura que é básica mais que poucos proponentes oferecem que é cachê, transporte, alimentação e hospedagem. A cidade de Araripe nos recebeu com um carinho, gentileza e cuidado que nos deixaram todos muito felizes. O Teatro municipal Governador Miguel Arraes foi recentemente inaugurado, tem apenas 08 meses, possui uma estrutura boa e oferece para a população espetáculos cênicos gratuitos todos os fins de semana.
O que me deixou mais surpreso e feliz é que essa iniciativa de construção do teatro e a política cultural atuante foram e são toda viabilizada pela prefeitura municipal de Araripe através do Exmo Senhor Prefeito Doutor Germano junto com sua equipe da secretaria de educação e cultura, eles acreditaram nesse projeto de formação de platéia e fortalecem semanalmente a arte, a cultura, a educação, criando mercado de trabalho para os artistas e técnicos, estimulando a circulação dos espetáculos e formando futuros apreciadores da arte
Antes da apresentação eu ministrei uma oficina de dança contemporânea para a comunidade de Araripe. O “BR 116” foi o primeiro espetáculo de dança convidado do Projeto e a maioria do publico presente nunca tinham visto um espetáculo de dança. Foi Lindo ver tantos olhos brilhando e ter tantos abraços e comentários calorosos no camarim pós espetáculo.
Dessa forma acho que é importante citar os nomes dos Governantes e Gestores culturais como fiz do Sr. Germano e da Sra. Hélida Correia pois nos interiores do Nordeste são raros os prefeitos e Secretários que realmente articulam projetos culturais para a cidade, que sensivelmente percebem que a Arte não é luxo, e sim uma necessidade básica. Todo ser humano precisa ter acesso à música, teatro, dança e artes plásticas, da mesma que forma que precisa ter segurança, alimentação, saneamento básico, etc.
Em Juazeiro do Norte, por exemplo, minha cidade natal e onde eu resido atualmente, é a segunda maior cidade do estado após a capital do estado Fortaleza e o Senhor Prefeito Manoel Santana e Secretária da Cultura Municipal a Sra. Glória Tavares não tem nenhum projeto atuante e notável para as artes e mais especificamente para o Teatro e Dança local.
Sei também que a culpa é minha, da minha companhia de dança e de todos artistas da cidade de Juazeiro do Norte que não tomam um posicionamento de cobrar essas políticas publicas. Pois o Plano Nacional de Cultura destina verbas especificas pra todas as linguagens artísticas. Pena que em Juazeiro do Norte, cultura é sinônimo de “Juá Forró”.
Enfim... Sigamos. Viva Araripe e Viva o Cariri.
Um dia gente muda,
a gente circula,
a gente se conhece,
a gente constrói
e a gente cresce.

Alysson Amancio

sábado, 29 de maio de 2010

Somos todos Assimétricos




Convidado por uma amiga, Dani Queiróz, que trabalha na Instituição, fui quinta-feira passada dia 27/05/2010 ser jurado da Mostra de Artes competitiva das APAES regionais que aconteceu no Teatro Patativa do Assaré no SESC de Juazeiro do Norte. Na verdade todo o meu conhecimento dessa tão famosa instituição se resumia praticamente ao significado da sua sigla Associação de Pais e Amigos de excepcionais.
Ao longo da minha vida toda acabei criando certa aversão a competições, sobretudo quando se diz respeito às artes. Pois quem pode afirmar com convicção de que aquela dança, aquela apresentação foi melhor que a outra, a parti de que critérios, e qual é a reação de um artista ao ser apontado como executor de uma apresentação que fica em ultimo lugar, por exemplo... Enfim, para mim competição combina com esporte. É outra “vibe”!
Pois bem, resolvi aceitar o convite da Instituição, e fui ser jurado para o meu deleite, privilegio e felicidade. Foi uma feliz e fabulosa surpresa ter participado desse evento. Em momento algum senti a sensação deplorável que existe nos festivais que são competitivos no mundo da dança. Muito pelo contrario, o teatro completamente lotado e todo mundo, todas as cidades concorrentes que ali se encontravam pareciam torcer por todo mundo.
O vencedor da competição das APAES Regional irá disputar com as APAES estaduais e de lá as vencedoras irão para Santa Catarina, é óbvio que todas queriam ganhar, mas o melhor de tudo era que ficava bem nítido que isso não era o mais importante do evento. Cada pai, cada professor, cada coordenador, cada espectador daquele teatro estava sinceramente alegre pelo fato deles estarem ali, subir naquele palco, tocar, cantar, recitar e dançar aquilo já era uma grande e linda vitória.
Todavia o fato desses artistas da APAE terem uma deficiência intelectual, na minha opinião, não desmereceu em nenhum momento o trabalho artístico, muito pelo contrario eles mostraram virtuosidades técnicas que muitas pessoas e artistas ditos “normais” não conseguem fazer.
Em muitos momentos das apresentações fiquei completamente arrepiado, em outros tive vontade de chorar e outros de ri. Sensações mágicas que as artes cênicas proporcionam e que há bastante tempo eu não me permitia ao assistir um espetáculo, por estar sempre com um olhar critico, analisador das qualidades e defeitos daquela concepção cênica.
Sair do teatro refletindo sobre essa sensação, será que já criamos pensando no que agrada, será que temos que agradar? Será que não podemos ser mais humanos na vida e também na Arte? Será que não deve nos permitir a imperfeição e perceber que a beleza estar realmente na assimetria, afinal todos nós, brancos, negros, ricos ou pobres, sem nenhuma exceção, somos todos assimétricos.
O Belo é a verdade. Não importa se essa verdade esteja ou não nos padrões da sociedade. E acima de tudo precisamos respeitar a beleza do outro. Respeitar as diferenças dos outros é o melhor caminho para a humanidade, seja no intelecto, na cor, na classe social , no sexo, ou nas artes.
Parabéns a todos da APAE que corajosamente contribuem dia-a-dia para a construção dessa “sociedade mais justa e igualitária”.

Alysson Amancio

segunda-feira, 10 de maio de 2010

EU SOU ARTISTA. SERÁ?


EU SOU ARTISTA. SERÁ?

Essa semana de 03 a 08 de Maio de 2010, a Região do Cariri foi realmente presenteada no que se refere a trabalhos de corpo. Só do meu pequeno e restrito conhecimento eram 05 oficinas todas gratuitas e com profissionais extremamente qualificados e renomados no Brasil e internacionalmente como é o Caso do Carlos Simione, Co fundador do Lume Grupo de Teatro da Universidade de Campinas. SP.
Quando falo do meu restrito conhecimento me refiro a real impossibilidade de estar a cerca de tudo o que acontece no Cariri, são muitas áreas, muitas linguagens, muitas instituições e equipamentos que estão ativos e preocupados nessa gestão cultural.
Estamos em um momento verdadeiramente privilegiado na nossa região. São varias iniciativas de capacitação, informação e formação para crianças, jovens e adultos. Entretanto lamentavelmente as pessoas no Cariri, e principalmente das três principais cidades Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha onde acontece a maioria dos eventos, ainda não valorizam e nem aproveitam o momento efervescente como deveriam. Essa inércia, ausência e muitas vezes descaso com as ações culturais me assustam profundamente. E diferem completamente das minhas experiências de vida.
Quando eu era adolescente em meados da década de noventa no século passado (rsrrs) aqui no Juazeiro do Norte nós aspirantes a artistas não tínhamos nada, todas as políticas públicas e iniciativas privadas eram acontecimentos raríssimos. Os artistas trabalhavam totalmente de forma intuitiva, não havia nenhum Centro Cultural, nenhum Teatro, nenhuma instituição, nenhum curso superior de artes, não havia tantos projetos e oficinas gratuitas. E quando havia algo era uma festa, uma briga, não sobravam vagas.
Na primeira década do século XXI quando eu já morava na Capital do Estado Fortaleza e posteriormente quatro anos na cidade do Rio de Janeiro, todas as pessoas que eu tinha contato, tinham fome de informação, eram completamente conscientes que esse processo de formação e capacitação é constante e fundamental na vida de qualquer profissional, no Sudeste especialmente todo curso, aula, oficinas, tudo é muito caro, em 2006, ultimo ano que morei no Rio, duas aulas de dança por semana no TEX Studio de Dança eram naquela época R$ 280,00 por mês. Não sei qual o preço atual. Informação vale ouro, o conhecimento é seu e ninguém toma, todo ser humano vale pelo que sabe. E as pessoas nos grandes centros têm isso muito claro nas suas cabeças.
É deprimente ver a Associação Dança Cariri promover 02 palestras no Evento da Semana D da Dança no Centro Cultural Banco do Nordeste com Profissionais imensamente gabaritados e termos um publico de menos de 10 % da capacidade do Teatro. É triste o Projeto de Extensão em Teatro da Escola de Artes Violeta Arraes Gervaiseau promover um Curso de Corpo e voz para professores de artes e afins e ter 04 pessoas no 1º dia de aula.
É estarrecedor ver os espetáculos locais e de fora com a platéia repleta de assentos vagos. Debates, seminários, exposições e galerias de arte com publico ínfimo.
Sei bem que a formação cultural na sociedade é um processo lento, que educação e cultura nunca foram prioridade para os políticos brasileiros, e que comparando com outros interiores do nosso pais o Cariri está muito bem obrigado.
Mas não acho que devemos nos nivelar com os que estão abaixo de nós, e sim com os que estão acima.
Vejo muitas pessoas, jovens, meninos e meninas caririenses circulando se intitulando como atores, atrizes, bailarinos, coreógrafos, artistas plásticos, dramaturgos. Pois bem dizer que é artista, é muito fácil. Ser artista meu caro é completamente diferente.
O artista é um ser pensante, preocupado com o mundo e com todas as questões do seu momento presente. Não podemos chamar de artista alguém alienado, limitado, colonizado e que não esteja completamente inteirado com o planeta.
O verdadeiro artista não é aquele que busca apenas o foco de luz no palco italiano, e sim aquele que conversa que olha no olho, que sabe da sua insignificância, mas mesmo assim não se acostuma com a imensidão de lixo jogado pelas ruas da cidade de Juazeiro do Norte. Ceará.

Foto: Carlos Simioni Foto: Tina Coelho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Associação Dança Cariri promove Oficina gratuita de Dança Contemporânea



A Associação Dança cariri
através do Projeto "Capacitando e Dançando a Cena do Cariri"
promove Oficina gratuita de
"Tecnica de dança Contemporânea - Tecnica aliada a um pensamento pedagógico"
com a Professora e Coreografa Carioca
Esther Weitzman.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novas Bodas no Cariri


O que faz um grupo de jovens artistas montar um novo Grupo de Teatro e juntos conceberem um espetáculo Teatral sem nenhum tipo de subvenção e com recursos próprios¿
O que faz um recém criado Grupo de Teatro escolher para sua estréia uma tragédia clássica de Garcia Lorca em vez de uma comédia cheia de cacos e clichês porem com extrema probabilidade de atrair publico, numa terra onde ir ao teatro ainda não faz parte do cotidiano cultural¿
Para essas duas questões acima, acredito ser as cinco palavras abaixo a resposta para ambas:
Amor, Arte, vontade, Pesquisa e Trabalho.
Sem querer limitar a arte, ou fazer um juízo do valor do que é bom ou ruim, do que pode ou não pode na cena, visto que tudo pode, de acordo com a proposta.
Mas acima de tudo reconhecendo que quando vemos um grupo fugindo do modelo padrão comum e investindo em um processo de pesquisa arriscado porem enriquecedor, não podemos deixar de mencionar o quanto é louvável esse desafio e que o fato desse grupo peitar e fazer acontecer já merece todo o mérito.
O Diretor Marcio Rodrigues constrói uma costura de brincadeiras na cena. Antes mesmo da entrada do publico na caixa cênica, de fora já escuta-se gritos e risos. Durante todo o espetáculo, são enaltecidos diversos espaços, fora e dentro da arena, as personagens se utilizam de diversas trocas de roupas, jogos, danças, cores, vozes e musicas que cutucam, assustam, alegram e principalmente inquietam o publico presente.
É bastante perceptível que houve uma direção preocupada com um corpo vivo presente, extra-cotidiano e que através de uma marcação com uma movimentação circular, porém precisa, desenhasse linhas no espaços, aliais o espetáculo é todo desenhado, procurando inúmeras possibilidades de plasticidade.
A jovialidade dos atores no entanto em alguns momentos enfraquece o que na cena e no texto pede muito mais força. Em algumas atrizes ainda sente-se a preocupação do acerto, o nervosismo em alguns momentos é aparente, e a voz nem sempre é límpida. Entretanto sabe-se que a estrada são o verdadeiro amadurecimento de qualquer espetáculo cênico e com certeza a tendência dessa montagem de Bodas é ficar cada vez mais afinada.
Destaca-se todavia a atriz Cratense Jussyanne Emidio que com demasiada delicadeza mostra varias tonalidades das personagens pedidas na criação inclusive quando canta.
Bodas de algodão, bodas de prata, bodas de ouro e todas as bodas posteriores para o Grupo Centauro de Teatro, seu primeiro trabalho indica uma história promissora e que só abrilhanta as artes cênicas caririenses.

E para quem não viu:
Agende-se
Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro do Norte.Ce
Sábado Dia 17/04 ás 20 h
E Domingo Dia 18/04 ás 17 h
Informações : Marcio Rodrigues 8801 3835
Jéssica Sampaio 9980 8080

terça-feira, 23 de março de 2010

Manifesto Contra o Retrocesso


Juazeiro do Norte/CE, 23 de março de 2010.

Ao Ministro da Cultura,
ao Secretario de Cultura do Estado,
ao Prefeito de Juazeiro do Norte,
a Câmara Municipal,
aos artistas e a população de Juazeiro do Norte.

Qual seria a função da cultura? Qual seria a função do artista?
As respostas para estas perguntas são inúmeras, eu ou você poderíamos escrever laudas e laudas e cada um que lê este documento iria escrever outras dezenas completamente diferentes. Agora a pergunta é:
Qual o função do governo federal, estadual e municipal na Sociedade?
Qual é a função das secretárias de cultura estaduais e municipais?

Nós sinceramente acreditamos que uma das funções seja compartilhar as necessidades dos artistas para juntos com o poder público, pensar, criar, desenvolver ações e projetos culturais que favoreçam a maior parte da população da cidade.

Pois bem, eis que Juazeiro do Norte, a segunda cidade mais importante do Ceará, eixo principal da região conhecida como Cariri, com uma população estimada em 242.139 habitantes, teve recentemente um estranho e lamentável retrocesso, o Governo Municipal, sem nenhum tipo de convocação ou satisfação com os artistas e população, simplesmente quer extinguir a Secretária de Cultura Municipal e transformá-la em um mero departamento da Secretária de Turismo e Romarias. Essa não é a primeira vez que a cidade assiste a ações de políticos, em atrelar a Cultura a Secretarias de Educação, ou Esporte, ou Turismo Religioso. Em gestões passadas, a responsabilidade ficou atrelada na pasta da educação. Funcionou? Não, não funcionou. Frustou!

O que fica mais absurdo neste Ato e se torna contestável é acontecer num governo que se denomina Governo da Revolução Democrática. Um governo que deveria ser constituído por pessoas de mentes abertas, com conhecimento, sensibilidade e uma postura contrária a todos anteriores. Recorrer ao mesmo erro de gestões passadas e criticadas em épocas de militância é afrontar todos os artistas. A cultura é parte da sociedade e seu desenvolvimento, depende também de cuidado pelo poder público.

Como uma cidade considerada “celeiro cultural” encara uma Ação como essa? Com Re-Ação, temos que reagir, temos que criticar e se unir. Esta é uma medida que nos renega articulações estaduais e federais, porque o Ministério da Cultura esta cada vez mais atuante, ações, editais, projetos, incentivos, fóruns, plenárias e encontros. E quem garante que essas articulações chegarão a nós sem uma Secretaria específica.

Tempos atrás, a Secretaria de Cultura do Estado percorreu as cidades do Ceará, divulgando e convidando os municípios a aderirem ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) e o Plano Estadual de Cultura. Ressaltando a importância de um órgão específico para a gestão cultural, com dotação orçamentária própria. Na ocasião dos 184 municípios cearenses, 171 assinaram o protocolo de intenções do SNC, comprometendo-se, entre outras competências, a participar da definição de planos e ações públicas para a cultura em todo o país. Juntando-se a “luta” para se chegar a 1% o orçamento cultural nos municípios. Juazeiro esteve presente e construiu também seu Plano de Cultura, mas a atual gestão tomou este documento durante a transição das Secretarias e quando do Planejamento para ações da gestão dessa pasta?

Desse movimento nossa cidade caminhou em passos lentos e limitou-se a realizar as conferências municipais, mesmo sem força nas articulações com artistas e com a secretaria de cultura, realizou projetos que distribui uma verba aqui outra acolá para grupos ou eventos, como se cachês esporádicos resolvessem questões eminentes para a produção e fomento da cultura.

Neste momento queremos nos fazer ouvidos. Pois as seguintes questões têm de ser respondidas e refletidas:

- Como uma cidade do porte de Juazeiro do Norte limita uma secretaria de suma importância para uma coordenação?

- Como uma cidade com a produção cultural tradicional e contemporânea tão latente e pulsante perde assim extra-oficialmente, um veículo de comunicação e interlocução entre artistas com o poder público?

Esta carta/manifesto tem caráter político, mas apartidário e deseja comunicar a população do Cariri que atual crise do Governo chega a Cultura e da fragilidade que nos encontraremos sem uma Secretaria em nossa Cidade. Queremos também que nossos direitos como cidadãos nos possam ser dignos pela gestão do Prefeito Sr. Santana e que o mesmo revogue esta decisão pela classe artística e pela população de Juazeiro do Norte.

Aproveitamos também que este novo momento que se inaugura, a exigir desta administração que as discussões de políticas públicas de nossa Secretaria passem de forma democrática com a participação do Fórum de Defesa da Cultura de Juazeiro que a partir deste momento instala-se criado pelos que aqui assinam:

Aline Sousa – Bailarina e estudante de Educação física
Alysson Amancio – coreógrafo, bailarino, professor universitário e presidente da Associação Dança Cariri
Dakini – Coreógrafa da Dakini Cia de dança e estudante de Teatro
Edival Dias - Arte-Educador e membro do Coletivo Camarada
Fanka – Educadora
Gil – Presidente da Quadrilha do GIL e Ponto de Cultura
Jaiane Diniz - Bailarina e estudante de Educação física
João Alves – Representante do Movimento LGBT do Grupo GALOSC
João Batista Cavalcante – bailarino
Jota Junior Santos – Produtor Cultural e Gestor da Associação Dança Cariri
Luciana Andreza Araujo - Bailarina
Luciana Malti – Decoradora e cidadã de Juazeiro
Luciany Maria – Fisioterapeuta, Psicanalista em formação e tesoureira da Associação Dança Cariri
Luis Carlos – membro do Grupo GALOSC
Luiza Lubeck – Produtora Cultural
Manuela Arruda de Mattos – Universitária, estagiária da biblioteca pública pela Secult
Mari Eli Alves Bezerra – Realizadora em Audiovisual, proponente do Curso de Formação de produtores culturais premiado pelo Mais Cultura
Maria Dias Menezes – Realizador em Audiovisual e Educadora
Orlando Pereira, Realizador em audiovisual e Artista Visual
Renan Motta – Ator
Socorro Silva – Bailarina
José Clerton de Oliveira Martins - Comissão Cearense de Folclore e ProDança